6 de nov de 2010

Pessoas com síndrome de Down vencem barreiras

Segundo, a Federação Brasileira das Associações de síndrome de Down, cerca de oito mil bebês nascem por ano no Brasil com a síndrome. Conhecida como uma das deficiências intelectuais mais freqüentes, a síndrome de Down é uma anomalia nos cromossomos, que ocorre em 1,3 de cada 1.000 nascimentos. A carência de informações sobre o assunto tem diminuído, pois a inclusão social destas pessoas é o que estimula a busca de maiores esclarecimentos. Cada vez mais a sociedade vem se conscientizando de como é importante valorizar a diversidade humana e de como é fundamental oferecer oportunidades para que as pessoas com deficiência exerçam seus direitos.




A síndrome de Down apresenta comprometimento intelectual, motor e de linguagem em níveis diferentes. Normalmente a criança com essa síndrome, têm a seqüência de desenvolvimento semelhante às crianças sem a síndrome, contudo é alcançado em ritmo mais lento.



O nascimento de uma criança com síndrome de Down, inicialmente, provoca insegurança e incerteza nos pais, pois há muita expectativa quanto à vinda de um bebê, e os pais sempre esperam que seus filhos nasçam com saúde. “No começo pensava que minha filha nunca ia poder andar e nem falar, foi o que caiu na minha cabeça quando fiquei sabendo que ela tinha a síndrome”, conta Nilza Ferreira, mãe de Júlia Vitória dos Santos, 1 ano e 8 meses.



No entanto, a pessoa com síndrome de Down mesmo com suas limitações pode exercer tarefas cotidianas normalmente, e à medida que a situação é esclarecida, a maioria dos pais supera esses sentimentos. “Agora estou vendo, que ter uma criança com a síndrome de Down é algo natural. Ela é a alegria da casa, a tratamos como uma pessoa normal”, completa Nilza.



As escolas de ensino regular têm relatado experiências, cada vez mais, bem-sucedidas de inclusão educacional. O encaminhamento, grande parte das vezes, é realizado por grupos de apoio pedagógico que acompanham o rendimento dos alunos e auxiliam os professores. Em Londrina, se destaca o trabalho realizado pela Associação de Pais e Amigos de Portadores de Síndrome de Down (APSDown), que já existe há 13 anos.









A partir da iniciativa de um grupo de pais londrinenses, a APSDown surgiu para oferecer às pessoas com síndrome de Down um atendimento multidisciplinar. A associação conta hoje com 123 alunos, de zero a 60 anos, e com cerca de 32 profissionais, desde assistentes sociais e professores a serviços médicos e motoristas.



Com 60 crianças incluídas em escolas de ensino regular, a APSDown acompanha o desenvolvimento dos alunos, periodicamente, em visitas às instituições e reuniões com os professores. O processo de acompanhamento educacional é parte essencial no desenvolvimento dessas crianças. “Elas precisam desse acompanhamento diferenciado, pelo menos no início. Precisam ser trabalhadas de uma forma especifica para conseguir um desenvolvimento que as outras crianças conseguem”, explica a professora Valdenir Poli, que trabalha com educação especial.



Segundo ela, quando este trabalho é realizado com consciência e exposto com naturalidade nas escolas, a criança tende a evoluir de maneira tranqüila. Um dos grandes objetivos da educação infantil é fazer com que a criança seja mais autônoma na sala de aula e adquira autonomia em sua vida social.



SAÚDE



Com melhores condições de saúde, a pessoa com síndrome de Down pode ter uma melhor evolução física, resultando em uma maior independência. A intervenção precoce, que significa o tratamento desde os primeiros meses de vida, proporciona que a criança aperfeiçoe suas ações.



Na fisioterapia, é auxiliado o desenvolvimento motor mais próximo possível da idade cronológica, e se estimula que a criança descubra o prazer do movimento e como se movimentar no espaço de diferentes formas. “A síndrome de Down proporciona um retardo no desenvolvimento motor, mas auxiliando a criança a vencer essas etapas de desenvolvimento é possível evoluir de maneira mais adequada”, explica a fisioterapeuta Flávia Garcia Ramos Silva, especialista em Fisioterapia Ortopédica, Traumatológica e Desportiva.



A partir da fonoaudiologia, também, é possível ser realizada a estimulação precoce. Os recém-nascidos com síndrome de Down apresentam muita dificuldade na sucção e movimentos imprecisos da língua, além dificuldades na comunicação.



A fonoaudióloga Ana Carolina Vicentini, especialista em Linguagem, explica que é realizado o trabalho de estimulação auditiva, estimulação de linguagem, e conforme a criança for adquirindo a fala deve-se estimular também a articulação. “Cada criança tem um limite, algumas têm mais facilidades, outras têm menos. A expectativas dos pais é sempre grande. É preciso respeitar o processo da criança”, diz ela. A fonoaudióloga fala também que ainda existe um pouco de preconceito, mas a aceitação está maior. “Hoje os professores tomam a liberdade de vir até nós, tirarem suas dúvidas”, conta ela.



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